O homem, não passa de um animal, e sempre será um animal, o mais fraco da natureza, se continuar com essas atitudes, apesar de ter a virtude de ser um animal pensante e falante. Tão pensante e falante, que nem consegue viver em paz, em harmonia, com ele mesmo, com os outros e a natureza, só consegue viver e mal, com regras e leis, criadas por ele, contra ele, e criaturas imaginárias, criadas por ele, contra ele, culpado-as da sua própria ignorância, cretinismo. Não é preciso, que o universo inteiro se una, se arme para esmagá-lo: umas simples gotas de água, bastam para matá-lo. O universo não para, tem vida própria, tudo nasce, tudo morre, somos uma espécie do próprio sistema, e o homem seria mais nobre, mais sábio, se vivesse em paz, em harmonia, no seu espaço curto de vida, consigo mesmo, os outros e, a natureza, porque sabe, que vai morrer, tem a vantagem, que o universo não tem, não sobre; o universo desconhece tudo isso, e o conhecedor homem, continua a preferir viver, num inferno, do que num paraíso, deixando para quem nasce, mais desgraças e miséria, mais desastrosas, que o próprio sistema do universo, voltando ao ponto da partida, de um dia, voltarem a se comerem, uns ao outros, de ainda existirem.

António D'almeida 

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